sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Olhe bem de perto

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Meu primeiro conto da aula de Criação Literária...hihi e o deboche é aquele mesmo!


AVISO:

Isso não é uma obra literária..são rabiscos antes do rascunho.

p.s.: título sugerido por um ex-colega da outra facul...

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[O 7º dia]



Não tinha mais que 15 anos, mas aquela moça já ostentava um corpo gasto de mulher mal desenhada. Volumosos seios em iminência queda eram atochados numa camiseta vermelha de uma malha ruim e puída. Os peitos descansavam numa montanha de carne e gordura que se iniciava logo abaixo do tórax e desembocava na altura do quadril quase lhe tapando o sexo; porém não ocultava definitivamente sua identidade mais feminina de todas, pois esta era exibida sem pudores em dois hemisférios bem delimitados que a repartia exatamente no meio e cujas partes almofadadas eram separadas pela costura do zíper do minúsculo short que de tão apertado não se via o cós - afundado na cintura inexistente - nem a bainha, cujas coxas formavam um babado franzido que completava e soterrava a pequena vestimenta. Suas coxas eram marcadas ora por ondas ora por secretos orifícios. Imaginei meu dedo entrando em algum daqueles buracos espalhados aleatoriamente naquele pedaço de fêmur cheio de cobertura gelatinosa. “Como seria a textura daquilo...”; no joelho esquerdo se via a marca das traquinagens da recente infância e seus tornozelos finos uniam-se não harmonicamente a pés relapsos e notadamente destoantes. Dedos disformes e um joanete querendo lhe romper a carne aperfeiçoavam o conjunto daquela obra inacabada...
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Susto.
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Fitava-me a menina diretamente nos olhos enquanto andava firmemente em minha direção. Aquele olhar desnudou-me, desarmou-me. O coração desobediente batia num desafino audível. Tremi. Cambaleei. Caí, vencido.
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E a garota passava cheia das graças desdenhando de minha covardia...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A pro (CURA)

As taquicardias estão desaparecendo...

A menina está curada, deuses?!

Diria eu que sim..ou estou bem a caminho da salvação.




De repente está na hora de procurar mais sarna pra me ocupar.


Necessito emoção pra[ comer ]esta vida.

sábado, 18 de setembro de 2010

Mistérios de um cio

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Olho-te, Danado
Perco-me em sustos
Arrepio quente
Suspiro moído
Pleno cio.

Produçãozinha da aula sobre imagens poéticas de Criação Literária. Hehe...minha palavra era "Cio"... e eu continuo a alimentar esta [fama] injusta de ser uma tarada.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

... inocente infância

 .


Quando criança colocava sal no olho do gato
Não foi uma vez, nem duas...
O gato amarelo corria desesperado


e a frustração me tomava todas as vezes.


Não conseguia sentir o que o gato sentia quando tinha sal nos olhos. Não sentia. NÃO SENTIA!


[E no dia seguinte o amarelo do gato voltava para me torturar...]

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Santa Chuva

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Caramba!


Esta porra é física  Tudo que sente  É físico  Os frios  Os ataques  Os sustos

Caralho

Que negócio esquisito  são hormônios   o que a ciência diz, deuses

Achei tão ternas as palavras da moça   tão bonitinhas  tão inteligentes  morri de inveja!

As palavras do moço tão agudas, pontudas   um punhal [inocentes  doídas  lindas!]   INVEJA!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Tensão

 .


[Tenho] medo de mim
















Tenha medo de mim

domingo, 5 de setembro de 2010

A volta dos que não foram

 .



Tem gente que não acredita, mas é verdade!

Assunto encerrado.

Sempre soube que o bofe era arriado por aquela mulher. Amor.

Mas, enquanto ela estava láááá lonjão! era oportuno aproveitar pra lhe tirar algumas lascas, néan?! Afinal, era por quem que sofria de taquicardia??

Nunca tive quaisquer esperanças. NUNCA. Nada. Mas gostava de sabê-lo com algum interesse por mim...e queria muito repetir nosso encontro. Agora do meu jeito. Foi por tão pouco!

Mulher parece que tem radar, deuses! Logo quando estávamos a um passo de saciar desejos recolhidos, ela me aparece! Aqui. Que golpe! Que fraude!

O ex-muso tinha sumido. Preocupei. Estranhei. Mas o recado foi dado. Nas atualizações do Orkut a foto que setenciava o fim de uma aventura inacabada.

Fiquei muito fodida na hora...

Um Luau providencial na beira da praia que amo foi perfeito pra extravasar e afogar naquele mar tudo o que sint(ia) por aquele garoto piniquento.

[Nessa briga nunca entrei nem nunca entrarei...]

O problema é ficar com esta coisa inacabada sempre a fantasmar. O que chamo de antiestória.

A ideia é continuar ahazando por aê. Conhecer outros rapazes até que, enfim, possa viver algo real com alguém que me corresponda.

P.S.: Não me arrependo de nada que falei, que fiz. Inda faria tudo novamente, aliás, faria pior! Por ter pensado uma única vez é que perdi a oportunidade de ter provado, pela provável última vez, aquele moço...

FIM!