
Tenho a impressão que vivo sempre o último dia. Talvez não com a intensidade que chega ao limite, mas bem perto.
Pertinho...
Hoje depois da primeira aula que foi no
campus de sempre, houve a segunda que foi num ambiente alternativo: Reitoria. A aula era de Apreciação Musical
Ativa e o professor se apresentava divinamente neste espaço. O cidadão toca demais. E que ouvido musical eu tenho?! NENHUM. Mas fui capaz de ter minha atenção apreendida por boa parte do concerto. Coisa rara, pois o meu normal é divagar, sobretudo em se tratando de música
instrumental. Um professor e um violão. E havia
Caymmi. Deuses! Delicioso...
Estava acompanhada por 4
coleguinhas, um deles um charme - Não só pra mim, pois até uma
coleguinha que prefere meninas ficou atraída pelo
bofinho.
Uma cidadã louca, um cidadão louco e eu. Trio perfeito para esticar a noite para depois da aula prática. Toca
pr'onde?
Pelô! Mas antes, uma tentativa de golpe no
buzú.
Espetáculo à parte. A garota e o garoto queriam economizar na passagem e acabaram sendo
protagonistas de uma cena
cômica. Ela queria enrolar o cobrador perguntando se aceitava
Metropasse. Pior é que aceitava! E ela tinha? Lógico que não. A ideia era "
traseirar". O motorista questionou o que ocorria lá atrás e eu ria muito demais.
Ao passar finalmente e a contagosto na
catraca, ela ainda soltou: esqueci o meu cartão do
metropasse em casa e o cobrador afim e dar o golpe de
misericórdia nas armações:
o metropasse é de papel, não é cartão. E ríamos desesperadamente. E debochávamos da coitada que promoveu a tentativa frustrada de não ficar R$2,30 mais pobre. Melhor ensaiar melhor de uma próxima.
No Pelourinho o
show prometido havia sido adiado. Mas pra quem está na pegada da alegria,
pelanca é
filé. Entramos numa daquelas praças e dançamos ao som que tocava. Depois nos despedimos dele, e fomos em busca do nosso destino pra casa, enfim...sempre a última opção.
Aventuras.
Aventurinhas.
Não dá pra perder um minuto sequer. Mas não vou morrer amanhã. Definitivamente.
O único livro que escrevi foi na 7ª série- coisa tosca e
melodramáticamente previsível. Tinha 14 anos, oras; não plantei uma árvore e pior! Não tive um filho. O tempo do meu fim está longe, longe...os deuses todos sabem disso.
[Pela manhã meus colegas de
trampo e eu resolvemos visitar nossa
coleguinha recém-parida. estou apaixonada pelo
filhotinho dela que veio ao mundo há três dias. Lindo!]
Dormir?...melhor!