
Entrei em pânico com a possibilidade de ir pro céu, então revelarei aqui uma boa ação que pratiquei muito sem querer ontem...e como creio piamente que quem faz o bem não deve sair por aí se vangloriando, vou dar este testemunho com o fim de invalidar meu ato impensado.
Chegava da faculdade, o tempo instável. Desci do buzú e vi um velhote no ponto, mas não dei ligança. O coroinha me chamou, parei e voltei do meio da rua que já atravessava. Era noite e passavam poucos automóveis. Ele queria ajuda pra atravessar. Ajudeio-o. Peguei a sua mochila pesada numa mão, junto com o caderno e a minha bolsa e com a outra mão, conduzia aquele ser humano agarrando aqueles braços moles de tão flácidos. Três ruas e pronto: deixei o velhinho do outro lado e lhe entreguei a mochila; num reflexo, perguntei pra que lado ele iria(provavelmente me vinham pensamentos de extrapolar a benevolência), mas felizmente ele ia pra rua oposta. Segui.
Agora espero ter conseguido anular meu gesto ainda mais porque confesso que lá bem bem no fundo do útero sinto ternura enorme por velhotes, velhotas e criancinhas.
está me dando calafrios só de pensar no som das arpas...ui!
[hora de praticar mais maldades]
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