quarta-feira, 21 de abril de 2010
Re-play-ing
Esquizofrenia. Esta era uma palavra muito usada por Simone du Beauvoir, num seu livro de memórias. E ela se referia a si mesma como esquizofrênica sempre que punha uma ideia de sair, de explorar os lugares e não havia nada que a destituísse de fazer o que ela determinou. E ia. Quase sempre só...
Tô numa onda dessa. Esquizofrenia pura.
Pus na cabeça que tinha que sair ontem e tinha de ser virote. Havia adivinhado já que mami iria tentar me convencer a não ir, pois o mundo está perdido. Não dei ouvidos como uma boa filha desobediente. E sob suas preocupações, dei tchauzinho e me fui rumo à facul.
Um esquenta bom. Roda de violão que rolava de tudo, desde Caetano, Djavan, passando por Lady Gaga e Psirico. A noite prometia.
Prometia e não cumpria. As pessoas foram desanimando e eu ficando puta por não mais convencer ninguém a sair por aí. Pra onde? Isso nunca foi importante. Necessário cerveja, galera, papos idotas, danças...gentes.
Era tarde já, mas inda tinha uma turminha d'outro curso reunido n'outro bairro. Liguei. Fui.
Paguei de pretty woman na frente d'um restaurante enquanto esperava os meninos me pegarem e tive que aguentar olhares e convites desagradáveis. Porra, naquela esquina eu era puta. Felizmente eles nem demoraram assim e me salvaram.
E lá no local do encontro o desânimo dos coleguinhas descortinava um inferno astral. Desistir, jamais. De bar em bar, forró, cerveja. Tudo como manda o figurino. Algumas pessoas flertavam, mas a noite não tava para isso, apesar d'alguns garotos serem bem interessantes.
Acabei no apê d'uma garota que eu lá conheci. Um teto pra descansar. E na manhã seguinte - quase meio-dia - descobri que tanto eu quanto a outra convidada tínhamos que sair escondidas da casa da anfitriã pois o avô não podia saber que ela levou gente pra casa. Foi engraçado.
Uma paradinha no supermercado pr'uma coca-cola. Ressaca. Enjôo: Os ônus de uma noitada. Devolvi os os excessos da noite no banheiro do mercado ainda. Alívio. Chove pra caralho lá fora. Nostagia pura dentro do buzú. Viagem longa, longa.
No banco de trás um homem passava uma cantada bem original numa bela moça que eu não vi. Ficava entre a conversa deles e minhas viagens. Nesta hora preferia mais fantasiar situações que lembrar...
Casa. Casa. Cheguei.
[E nem meti um dedinho na jaca]
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