sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sem tempo para morrer



Tenho a impressão que vivo sempre o último dia. Talvez não com a intensidade que chega ao limite, mas bem perto. Pertinho...

Hoje depois da primeira aula que foi no campus de sempre, houve a segunda que foi num ambiente alternativo: Reitoria. A aula era de Apreciação Musical Ativa e o professor se apresentava divinamente neste espaço. O cidadão toca demais. E que ouvido musical eu tenho?! NENHUM. Mas fui capaz de ter minha atenção apreendida por boa parte do concerto. Coisa rara, pois o meu normal é divagar, sobretudo em se tratando de música instrumental. Um professor e um violão. E havia Caymmi. Deuses! Delicioso...

Estava acompanhada por 4 coleguinhas, um deles um charme - Não só pra mim, pois até uma coleguinha que prefere meninas ficou atraída pelo bofinho.

Uma cidadã louca, um cidadão louco e eu. Trio perfeito para esticar a noite para depois da aula prática. Toca pr'onde? Pelô! Mas antes, uma tentativa de golpe no buzú. Espetáculo à parte. A garota e o garoto queriam economizar na passagem e acabaram sendo protagonistas de uma cena cômica. Ela queria enrolar o cobrador perguntando se aceitava Metropasse. Pior é que aceitava! E ela tinha? Lógico que não. A ideia era "traseirar". O motorista questionou o que ocorria lá atrás e eu ria muito demais.

Ao passar finalmente e a contagosto na catraca, ela ainda soltou: esqueci o meu cartão do metropasse em casa e o cobrador afim e dar o golpe de misericórdia nas armações: o metropasse é de papel, não é cartão. E ríamos desesperadamente. E debochávamos da coitada que promoveu a tentativa frustrada de não ficar R$2,30 mais pobre. Melhor ensaiar melhor de uma próxima.

No Pelourinho o show prometido havia sido adiado. Mas pra quem está na pegada da alegria, pelanca é filé. Entramos numa daquelas praças e dançamos ao som que tocava. Depois nos despedimos dele, e fomos em busca do nosso destino pra casa, enfim...sempre a última opção.

Aventuras. Aventurinhas.

Não dá pra perder um minuto sequer. Mas não vou morrer amanhã. Definitivamente.

O único livro que escrevi foi na 7ª série- coisa tosca e melodramáticamente previsível. Tinha 14 anos, oras; não plantei uma árvore e pior! Não tive um filho. O tempo do meu fim está longe, longe...os deuses todos sabem disso.

[Pela manhã meus colegas de trampo e eu resolvemos visitar nossa coleguinha recém-parida. estou apaixonada pelo filhotinho dela que veio ao mundo há três dias. Lindo!]

Dormir?...melhor!

2 comentários:

  1. Kkkkkkkkkkkkkkkkkk!
    METROPASSE É DE PAPEL!
    Só você e Thyago mesmo, mas ele sabia disso...
    =(
    Queria ter ido com vocês...
    Nesse FDS, vc é minha!

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